sábado, 5 de julho de 2008

Como água para chocolate

Photobucket

Se souberes respirar nas esquinas de veludo, deita-te nas paredes e desenha vincos nas fendas do teu corpo. Bebe do que te é dado a beber. No ar saturado pela saliva, apenas fica a alma negra do silêncio. Num verão emparedado, o calor é devolvido ao corpo, despedaçado por um grito de desespero. O sangue de chocolate grita, explode nas artérias aos soluços. Os beijos caem como pingos de madrugadas geladas, encerrando as palavras. A plenitude de cada presença morde-me os sentidos.